Curso de capacitação em Informática na Base da Rua Nova em Feira de Santana
O terceiro Ciclo do projeto Base Net, realizado pela Base Comunitária de Segurança da Rua Nova em Feira de Santana teve início nesta quarta-feira (23), com 80 crianças beneficiadas com curso de informática. No total, cinco turmas com alunos do Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) Áureo Filho e da Escola Municipal Célida Soares Rocha participam da capacitação.
O projeto tem duração de três meses e é adaptado às metodologias das escolas. Tem como objetivo contribuir no processo de ensino dos alunos e aproximar a comunidade com a Polícia Militar. As aulas ocorrerão às quartas e sextas-feiras, das 8h às 12 horas, com o auxílio de duas professoras.
O comandante da BCS/Rua Nova, capitão Victor Espirito Santo, comemora a formação de mais uma turma na Base. “É importante trabalhar com crianças e adolescentes, pois elas convivem em uma região de alta incidência criminal. A ideia é ocupar o tempo deles com conhecimentos na área de informática e consequentemente afastá-los da criminalidade”, finalizou.
Fonte: Ascom / Natália Verena.
Prefeito Zé Ronaldo pode desembarcar no PV para concorrer no Senado Federal
As movimentações políticas na Bahia continuam sendo tocadas em paralelo ao remendo eleitoral, chamado de reforma política, que está em discussão e votação no Congresso Nacional. Embora a concretização dos trajetos dependa da definição das regras do “jogo”, as sondagens e “conversas” correm.
Neste cenário começa a solidificar a saída do prefeito de Feira de Santana José Ronaldo do DEM. Entre os destinos já especulados estão o PMDB e o PR, mas o rastro mais forte deixado nos últimos tem outro endereço partidário: o Partido Verde. A legenda abrigou a primeira vice-prefeito do comandante do agrupamento político e prefeito de Salvador ACM Neto (DEM).
Célia Sacramento terminou o mandato de vice-prefeita sem deixar saudade e saiu das fileiras verdes, mas, mesmo após Neto escolher como vice Bruno Reis do PMDB, o PV manteve-se alinhado ao prefeito e cresceu. Em Salvador, o PV tem quatro vereadores e um deputado estadual. O presidente do partido na Bahia é o deputado federal Uldurico Júnior. Nacionalmente, é dirigido por José Luiz Penna segundo o Bocão News.
Embora não confirme a informação, o dirigente também não negou. “O PV há tempos tem uma boa conversa com José Ronaldo. Nosso impulso inicial é pela qualidade da sua administração. Um político competente. Dai as conversas. Se pudermos contar com a militância dele nos nossos quadros será muito bom”.
Questionado sobre as conversas, Penna afirma que não teve. “Está para se marcar, mas ainda não teve”. De acordo com o presidente da sigla, está não é uma informação não deve ser tratada como inverídica ou sem respaldo.
Chapa
Se a migração acontecer de fato, Zé Ronaldo abocanha uma das vagas destinadas ao candidato a Senado na chapa que será encabeçada por Neto. Outras articulações dão conta de que o próprio prefeito de Salvador tem conversas abertas com o PR, hoje na base aliada de Rui Costa, para atrair o partido.
Este deslocamento, no entanto, é mais complexo. Exigiria a mudança de parlamentares da esfera federal e estadual para a legenda, entre os quais, o deputado federal Ronaldo Carletto, atualmente no PP. Carletto não esconde o desejo de disputar uma vaga para o Senado.
Pelo PP não terá espaço e estuda, em conjunto com Jonga Bacelar, a possibilidade de ingressar nas fileiras do partido da República. Este desenho ainda é prematuro, mas em política é sempre interessante acompanhar o movimento das fumaças.
Bebê de seis meses morto em naufrágio viajava para consultava médica em Salvador

O bebê Davi Gabriel, de seis meses, saiu de Mar Grande para realizar um exame dermatológico com um médico pediatra de Salvador. A viagem de Davi, no entanto, não chegou ao final. Ele estava na embarcação Cavalo Marinho I, lancha que naufragou na manhã de quinta-feira (24), durante travessia para a capital baiana.

Acompanhado da irmã, Émile, de quatro anos, da mãe Ana Paula, e da avó, o bebê não conseguiu resistir ao acidente. Segundo o coordenador da Samu, Ivan Paiva, a equipe médica ainda tentou reanimá-lo. “Apesar de todo o esforço da pessoa que tentou reanimar a criança, sem estar com colete, num mar agitado, a chance de sobrevivência nessa idade e nessa situação é praticamente zero”, afirmou.
Na hora do acidente, Davi e a irmã caíram na água. “Ela ainda conseguiu ser resgatada pelos marinheiros, mas ele não”, disse uma das tias das crianças, Joanita Cruz Santana, 38, durante a identificação do corpo do bebê, no IML. Abalada, ela contou que a mãe das crianças ainda tentou segurar as cordas da embarcação. Ana Paula e a avó do bebê seguiram para a UPA de Mar Grande e passam bem.
Um primo de Davi, que preferiu não se identificar, também foi prestar solidariedades à família no IML. Ele contou ao CORREIO que assistia a notícias sobre a tragédia de Belém do Pará quando soube do que aconteceu com seus parentes. “Eu fiquei até pensando porque eles moram na ilha, mas não associei na hora”, disse, durante identificação do corpo da criança na noite desta quinta-feira.
Helicópteros da PM nas buscas das vítimas do naufrágio em Mar Grande 2017
Filho de sobrevivente de tragédia com lancha diz que mãe teve ajuda para sair da água
O funcionário público Ivan Sérgio Costa Santos é filho da aposentada Juvenildes Costa Santos, de 67 anos - uma das sobreviventes da tragédia na Baía de Todos-os-Santos, onde ao menos 18 pessoas morreram após uma embarcação virar na água, na travessia entre Mar Grande e Salvador, na manhã de quinta-feira (24).
Ivan conta que a mãe dele lembrou de uma recomendação que recebeu de marinheiros e, por isso, conseguiu sobreviver. A idosa está internada no Hospital Geral de Itaparica, e tem estado de saúde estável. Ela está em observação porque bebeu muita água ao cair no mar durante o acidente.
"Ela tem muita amizade com marinheiros que diziam a ela que em caso de naufrágio, que ela se segurasse na madeira do barco porque a madeira sempre flutua. Aí ela se lembrou disso e se agarrou na madeira do barco que se soltou", contou. Conforme Ivan, a idosa seguia sozinha na embarcação sem a companhia de algum familiar ou amigo, mas na hora do desespero, contou com a ajuda de desconhecidos.
"Ela se virou sozinha inicialmente, mas um casal que estava dentro da embarcação conseguiu pegar um bote e ajudou no socorro. Eles foram anjos de Deus enviados para salvar minha mãe. Em um determinado momento, ela disse que sentiu alguém puxando a perna dela, mas ela não soltou a madeira, depois ela percebeu que soltaram a perna dela e ela só viu o corpo boiando. Ela disse que tinham barcos passando e ninguém parou. Há 20 anos minha mãe faz essa travessia e nunca aconteceu nada do tipo", destacou.
O filho da sobrevivente disse ainda que a mãe só embarcou na lancha das 6h30, a que virou na água, porque perdeu a embarcação que sairia mais cedo. "Minha irmã faz um tratamento médico em Salvador e minha mãe ia visitá-la. Ela [mãe] perdeu a lancha de 6h e pegou essa de 6h30", revelou.
Ivan relatou que se sente triste diante da tragédia, mas que também está feliz pela mãe ter sobrevivido, principalmente porque o pai dele morreu há dois anos, vítima de um acidente de carro. "Não aguentaria duas perdas em pouco tempo", concluiu.
Jovem diz que sobreviveu ao se segurar em objetos: 'Vi corpos boiando'
Tentei segurar em coletes, em pneus boiando", disse a estudante Juliana Nonato, de 19 anos, uma das pessoas que sobreviveram ao acidente com uma lancha, ocorrido na quinta (24), na Baía de Todos-os-Santos. Ao menos 18 pessoas morreram após a embarcação virar. Juliana relatou o clima de tensão quando o barco virou e os passageiros caíram na água.
"Eu tentei segurar em coletes, em pneus da própria embarcação, em pedaços de madeira. Aguardei o resgate e me apoiei na madeira da embarcação, que parecia estar podre porque se desfazia muito rápido. Vi corpos boiando, pessoas gritando, foi um desespero. Quando a gente conseguiu pegar os coletes, eles estavam amarrados e a gente não tinha como usá-los", relatou ao G1.
A jovem contou que está no segundo semestre do curso de enfermagem em uma faculdade particular de Salvador. Juliana disse que faz a travessia entre Mar Grande e Salvador em dias de semana. Ela mostrou algumas marcas no corpo, resultado do acident, e contou que sobreviveu porque foi retirada rapidamente da parte inferior do barco, onde estava no momento em que a embarcação virou.
"Eu estava na parte de baixo do barco. Quando a água entrou, o capitão me puxou e disse pra eu segurar na madeira que estava no mar. Ficamos umas duas horas aguardando o resgate", relatou.
A jovem disse ainda que, antes de embarcar, pensou em desistir da viagem, mas após o pedido de uma amiga, resolveu entrar na lancha. "Todo mundo aqui fala dessa embarcação, que ela é torta e que com um vento forte ela poderia virar. Eu ia voltar, mas minha amiga pediu para eu ir e eu aceitei", disse.
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